quarta-feira, 31 de março de 2010

UFPB adota sistema de cotas

As cotas têm recorte social e étnico-racial, correspondente à sua representação no Estado, de acordo com o IBGE. Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%

O Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão da UFPB, decidiu, em reunião realizada na manhã desta terça-feira, 30, reservar 25% das vagas, já a partir do próximo Processo Seletivo Seriado para estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três series do ensino fundamental em escolas públicas.

A decisão foi aprovada em reunião do Conselho Superior de Ensino, Pesquisa e Extensão (Consepe) da UFPB por 20 votos favoráves, dois votos contrários e três abstenções.

No Consepe, coube à professora Maria Creusa, do Centro de Educação, emitir parecer sobre a proposta encaminhada pela UFPB por meio da Pró-reitoria de Graduação.

O Conselho decidiu pela reserva de vagas para os estudantes que cursaram todo o ensino médio e pelo menos três séries do ensino fundamental em escolas públicas, obedecendo a seguinte escala: 25% das vagas de todos os cursos para 2011; 30% das vagas de todos os cursos para 2012; 35% das vagas de todos os cursos para 2013; 40% das vagas de todos os cursos em 2014.

As cotas têm primeiro, recorte social e, segundo, recorte étnico-racial, de modo que cada segmento - populações negra e indígena - terá o percentual correspondente a sua representação no Estado da Paraíba, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Aos portadores de deficiência será reservada a cota de 5%.

REPERCUSSÃO - A iniciativa da UFPB foi aplaudida e elogiada por diversos representantes da sociedade civil. Para a professora Solange Rocha, da Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), a decisão da UFPB representa uma grande mudança na educação. "Os jovens negros e indígenas das camadas populares agora podem vislumbrar a possibilidade de ingressar na universidade, de modo que todos os segmentos sociais estejam representados na instituição”.

O representante do Movimento do Espírito Lilás (MEL), Felipe dos Santos, destacou que a UFPB dá um passo adiante no reconhecimento das desigualdades étnicas, raciais e sociais. “Quando a instituição aprova uma prposta como essa está democratizando o acesso ao ensino superior para negros e negras e quilombolas e ao mesmo tempo em que atende a pauta de reivindicação do movimento negro”.

O representante da União Nacional do Estudantes (UNE) na Paraíba, Rildian Pires Filho, disse que a aprovação do sistema de cotas é um passo histórico. “Com essa aprovação a UFPB garante o acesso de estudantes oriundos de parcela da população historicamente excluídas”.

O reitor da UFPB, Rômulo Polari, ressaltou que a questão das cotas vem sendo discutida e debatida com a sociedade e com a comunidade universitária há pelo menos quatro anos. Segundo Polari, a decisão chegou na hora certa. "A aprovação da política de cotas na UFPB se baseou em iniciativas de outras instituições de ensino superior. Isso fez com que a decisão fosse tomada de forma mais madura e consciente".

Participaram da reunião para aprovação de cotas representantes das entidades: Organização das Mulheres Negras da Paraíba (Bamidelê), o movimento LGBT (Lésbicas, Gays, Bisexuais e Transexuais), Diretório Central dos Estudantes (DCE), União Nacional dos Estudantes (UNE), União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES), Associação dos Estudantes da Paraíba (AESP), Juventude Negra, Núcleo de Estudantes Negras da UFPB, Associação dos Deficientes (ASDEF), Associação Nacional dos Estudantes Livres (ANEL) e o representante do Sindicato dos Trabalhadores em Ensino Superior da Paraíba (Sintespb).

Fonte: Agência de Notícias - Marcos Figueiredo

sábado, 27 de março de 2010

Obra de Karl Marx será discutida na UFPB


Durante o evento vai ser realizado um mini-curso com vagas limitadas e inscrições gratuitas

De 5 a 9 de abril o Setor de Estudos em Cidadania, Trabalho e Teoria Social (SECTS-PPSS) e os programas de Pós-Graduação em Serviço Social, Filosofia e História (CCHLA), com o apoio da ADUFPB, a Universidade Federal da Paraíba, campus de João Pessoa, sediará a “Semana Marx”.

O evento contará com o mini-curso “Iniciação à Leitura de O Capital” e com a mesa-redonda “As tramas de Marx: filosofia, História e Política”. O curso será ministrado a partir das 9h, na Sala 402 do Centro Humanístico (CCHLA), pelo professor Mauro Castelo Branco de Moura, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Grupo de Trabalho Marxismo da ANPOF (Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia).

Os interessados podem fazer a inscrição gratuitamente na Secretaria da Pós-Graduação em Serviço Social. As vagas são limitadas.

No decorrer do curso os alunos vão debater as partes mais relevantes do Livro I de O Capital, com ênfase para as duas primeiras seções. Os participantes precisam estar munidos de um exemplar do Livro I, mas de acordo com a organização do evento é possível imprimir uma versão xerografada no ato da inscrição.

Já no dia 8 de abril, a partir das 19 horas, no auditório do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), será realizada a mesa-redonda “As tramas de Marx: Filosofia, história e política”, com a participação dos professores Mauro Castelo Branco (PPGF-UFBA), Jaldes Reis de Meneses (PPGSS/PPGH-UFPB) e Antônio Rufino (PPGF-UFPB).

A obra

Escrita por um judeu alemão do século XIX, um cosmopolita em plena Era Vitoriana, sob o signo da totalidade, os manuscritos de Marx revolucionaram os campos da política, economia, filosofia e a história. Talvez somente Darwin e Freud, entre os cientistas da modernidade, se igualem em influência a Marx - criaram territórios teóricos e vocabulários novos, incorporados às multifaces da contemporaneidade.

Mais detalhes pelo telefone (83) 3216 7330.

UFPB oferece 320 Bolsas de Extensão para 2010

Vagas para bolsas, no valor de R$ 180, são distribuídas para 11 Centros de Ensino e alunos a partir do terceiro período já podem se inscrever

A Universidade Federal da Paraíba, através da Pró-Reitoria de Extensão e Assuntos Comunitários (PRAC), vai inscrever de 23 a 29 deste mês, para o Programa de Bolsas de Extensão (Probex). São 320 vagas distribuídas nos 11 Centros de Ensino dos quatro campi da instituição.

As bolsas, no valor de R$ 180, são destinadas a estudantes de graduação que estejam cursando do terceiro período (inclusive) em diante e das escolas técnicas da UFPB do segundo período do nível médio/técnico em diante.

O programa tem como objetivo contribuir na formação dos estudantes dos cursos de graduação e das escolas técnicas da UFPB por meio da participação de projetos a serem desenvolvidos nas áreas de Comunicação, Cultura, Direitos Humanos e Justiça, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia e Produção, e Trabalho.

As inscrições para as bolsas devem ser feitas nas Assessorias dos Centros nos campi de João Pessoa, Areia, Bananeiras e Litoral Norte (Mamanguape e Rio Tinto), ou na Coordenação de Assistência e Promoção Estudantil (COAPE), para os projetos da PRAC.

O estudante terá que escolher em qual projeto deseja inscrever-se, preencher o formulário e entregar cópia dos seguintes documentos: RG; CPF; Histórico Escolar e Comprovante de Matrícula. A bolsa terá duração de sete meses com 12 horas semanais.

De acordo com o calendário, a seleção dos candidatos ocorrerá de 30 de março a 8 de abril, e o resultado está agendado para ser divulgado dia 9 de abril. O início das atividades está previsto para 15 de abril, prolongando-se até 15 de novembro.

Outras informações pelo telefone (83) 3216 7078, ou pelo correio eletrônico: coape@prac.ufpb.br.

300 vagas para escolas públicas no Pré-Vestibular

Inscrições para Cursinho, mantido pela UFPB e Prefeitura Municipal de João Pessoa, iniciam no dia cinco de abril

O Curso Pré-Vestibular da Universidade Federal da Paraíba, oferecido em parceria com a Prefeitura Municipal de João Pessoa, abre inscrições no período de cinco a sete de abril. Este ano serão oferecidas 300 vagas, sendo 200 no turno tarde e 100 no turno da noite.

De acordo com a coordenação, só será aceita a inscrição no curso pré-vestibular de alunos de escolas públicas que já tenham concluído o 2º grau.

No Ato da inscrição o aluno deverá doar um quilo de alimento não perecível e um kit de produtos de higiene pessoal (sabonete, creme dental, desodorante) para serem doados à Rede Feminina de Combate ao Câncer, Hospital Padre Zé e à Casa Pequeno Davi.

Serão exigidos os seguintes documentos: Ficha de inscrição ( Na Coordenação no dia da Inscrição); Cadastro sócio-econômico (na Coordenação no dia da Inscrição); Xerox de Certificado de Conclusão do Ensino Médio e Histórico Escolar (Escola Pública . Não será aceita inscrição de alunos bolsistas); Xerox de Carteira de Identidade e CPF; Xerox das três últimas contas de energia (Referente ao mês de dezembro, janeiro e fevereiro); Xerox do Comprovante de Renda familiar não superior a 2(dois) salários mínimos (Xerox do Comprovante de renda de todos os membros

que compõem a renda familiar); Declaração de que trabalha dois horários com carteira assinada (p/ alunos do turno da noite); uma foto 3x4 recente.

Somente será feita a inscrição do aluno que apresentar a documentação completa.

Na seleção dos alunos prevalecerão o resultado das análises do Histórico Escolar (Média 7,0), dos Recibos de Energia e da Renda Familiar. O resultado dos classificados será publicado no dia 23 de abril de 2010 no portal www.ufpb.br ou no Mural da própria Coordenação.

Na matrícula o aluno deverá entregar duas resmas de papel A4. O início das aulas está previsto para o dia 10 de maio com termino previsto para dia 17 de dezembro de 2010.

Fonte: Agência de Notícias - C/ Ass.COEX

Veja o edital.

Mais informações pelo telefone (83) 3216 7550

segunda-feira, 22 de março de 2010

Erasmus Mundus tem bolsa de até € 1,8 mil


Fonte: Agência de Notícias da UFPB - Mª Cristina Dias

10 países participam do projeto de intercâmbio cujas inscrições na UFPB terminam dia 31 de março, para a graduação até o pós-doutorado

Até o dia 31 de março, alunos e professores da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) podem se inscrever no programa de intercâmbio Eramus Mundus 17. Dele participam instituições de dez países, inclusive o Brasil. O programa prevê o pagamento de bolsa no valor de até 1,8 mil para a realização de cursos de graduação, mestrado, doutorado e pós-doutorado.

Essa é a segunda chamada do programa e as inscrições devem ser feitas pela internet (www.mundus17.up.pt). Mas os candidatos precisam apresentar na UFPB a documentação de tudo que foi declarado na ficha online. A cópia dessa documentação (inclusive o formulário de inscrição) deve ser entregue na Assessoria para Assuntos Internacionais (AAI), através do Protocolo Geral da Universidade, que fica no prédio da Reitoria, campus I, em João Pessoa.

“Essa documentação vai ser analisada pela Comissão Local do Projeto Erasmus Mundus 17, que é formada por dez professores e técnicos da UFPB, inclusive do Núcleo de Tecnologia da Informática (NTI)”, explicou Felix Augusto Rodrigues, assessor para Assuntos Internacionais da UFPB. A confirmação de que o candidato foi aceito é feita por e-mail.

Além do Brasil, participam do Erasmus Mundus 17 instituições do Uruguai, Paraguai, Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Itália, Portugal e República Checa. Felix Augusto explica que os valores das bolsas dependem do projeto e do tempo que o aluno vai permanecer no programa de intercâmbio. Mas, em média, são pagas bolsas mensais de mil euros para graduação e mestrado, 1,5 mil para doutorado e 1,8 mil para pós-doutorado.

terça-feira, 16 de março de 2010

16 de março: Dia Mundial de Serviço Social‏


FITS homenageia assistentes sociais de todo o mundo. Debate atual é sobre conceito da profissão Arte em homenagem ao Dia Mundial de Serviço Social (Reprodução www.ifsw.org)
"Tornar reais os direitos humanos". É com este slogan que a Federação Internacional de Trabalhadores Sociais (FITS) homenageou assistentes sociais de todo o mundo no Dia Mundial do Serviço Social, comemorado nesta última terça-feira, 16 de março.
"Onde quer que vivamos no mundo, as pessoas estão sendo prejudicadas, abusadas e negligenciadas, e seus direitos civis, políticos, econômicos, culturais e sociais estão sendo violados", destacou a FITS em comunicado em sua página oficial, lembrando a importância do trabalho dos/as assistentes sociais para "tornar reais" os direitos humanos.
O presidente da Federação Internacional, o inglês David N. Jones, gravou um vídeo direto de Nairóbi, no Quênia, destacando a data e a importância do trabalho do/a assistente social para uma "mudança social", com uma vida digna e justiça social para toda a população mundial. Ele também convidou a categoria para participar da Conferência Mundial de Serviço Social, que acontece em junho deste ano.
Um dos debates que o evento vai levantar é sobre o conceito de Serviço Social no âmbito internacional.
O CFESS vem apontando a necessidade de uma definição mundial sintonizada com o projeto ético-político profissional brasileiro, já que o conceito atual no âmbito da FITS está distante dos fundamentos teóricos, éticos e metodológicos que orientam o Serviço Social no Brasil. Leia a matéria completa...

Conselho Federal de Serviço Social – CFESS
Gestão Atitude Crítica para Avançar na Luta – 2008/2011
Comissão de Comunicação

Rafael Werkema - Assessor de Comunicação - JP/MG 11732

comunicacao@ cfess.org. br
www.cfess.org. br


sábado, 13 de março de 2010

Últimas notícias...

XXXIII ERESS - NATAL/RN.
Data: 22 a 25 de Abril/ 2010

Para mais informações: eressnatal2010

Outros:
  • 1º Pré-ERESS está por confirmar data.

  • Apostiloteca em construção.

  • LUAL DE RECEPÇÃO AOS FERAS:
Data: 20/03/2010 (sábado)
Horário: 21:00 h
Local: Praia Cabo Branco (em frente a empadinha barnabé)


OFICINÃO: “Argumentação Pública em Defesa das Cotas Raciais”

A Bamidelê em parceria com o Movimento Negro Organizado da PB e o Núcleo de Estudantes Negros e Negras da UFPB tem o prazer de convidar você, sua entidade/organização para participar do oficinão para “Argumentação Pública em Defesa das Cotas Raciais”. A atividade tem o propósito de contribuir com a qualificação dos movimentos sociais, negro e feminista/redes/ fóruns/núcleos universitários e demais pessoas interessadas para argumentação pública em defesa das cotas raciais.

As cotas raciais, enquanto ação afirmativa configura-se uma importante conquista para a população negra do Brasil e já estão implantadas em mais de 60 universidades no país e ainda este ano será votado o projeto de implantação na UFPB, porém está política vem sendo ameaçada por setores contrários a ela, a exemplo da Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 186/09) contra as cotas raciais da Universidade de Brasília, impetrada pelo Partido Democratas (DEM) junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) que resultou na Audiência Pública ocorrida no STF nos dias 3, 4 e 5 de março de 2010.

Data: 17/03/2010

Horário:08:30 as 17:00

Local: Hotel Ouro Branco - Av. Nsa. Sra. dos Navegantes, 431 - Tambaú - João Pessoa/PB

Consideramos este um momento significativo para ampliar informações, agregar lideranças e somar esforços com vistas a fortalecer a luta em defesa das Cotas Raciais na Paraíba e no Brasil.


INCRIÇÕES:

bamidele@uol.com.br ou 3222-8233

Nossa Universidade

Nós estudantes...

Sejam bem-vindos “FERAS” à Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e bom retorno aos que já foram “feras” um dia. Em nossa universidade nos deparamos com uma rica experiência, aprendemos bem mais do que as profissões que escolhemos, aprendemos que a organização dos estudantes e a nossa participação nos rumos e nas decisões da universidade, tem mais impacto sobre nossas vidas do que poderíamos supor.

Universidade pública hoje...

As Universidades federais brasileiras, recentemente têm passado por um programa de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais – o REUNI – que tem por objetivo, entre outros, dobrar o número de vagas oferecidas em seus vestibulares. As vagas foram abertas e muitos de vocês estão aqui por essa razão, mas nem tudo são flores. O problema é que a expansão do número de vagas não veio acompanhada nem com a qualidade do ensino e nem com a infra-estrutura necessária: vocês verão que nos faltam livros na biblioteca, vagas no Restaurante Universitário, professores nas disciplinas, equipamentos nos laboratórios...

É necessário que nós estudantes, que prezamos por uma UFPB pública, gratuita e de qualidade participemos do Movimento Estudantil. Já perdemos muitas conquistas nos últimos anos. O Restaurante Universitário (RU), por exemplo, era gratuito para tod@s e hoje infelizmente não é. Para ter acesso ao RU você terá que se submeter a um processo seletivo, extremamente difícil e comprovar a baixa renda de seus pais e sua própria. Muitos estudantes que precisam, no fim das contas, ficam de fora.

As coisas é que são a medida do homem??

Como se não bastassem às dificuldades que encontramos em nossa Universidade, alunos que dizem nos representar, contribuem para a precarização da UFPB. O Diretório Central dos Estudantes (DCE) da UFPB, entidade geral da representação estudantil, hoje é presidido pelos DEMOCRATAS (isso mesmo, partido de direita do governador corrupto de Brasília- José Arruda).

Há cerca de um ano a voz dos estudantes tem sido abafada por tais oportunistas que ocupam a entidade apenas no intuito de “gerenciar” o dinheiro das carteiras de estudante, sendo coniventes com toda a falta de estrutura da UFPB e fechando os olhos paras as reais necessidades dos estudantes, somente utilizando do espaço para benefício próprio e sem propor atividades que envolvam tod@s @s estudantes.

E EU COM ISSO???

Para a universidade cumprir seu papel de formar profissionais para contribuir com o povo trabalhador do Brasil é necessário que nós estudantes, principais interessados numa UFPB de qualidade, nos organizemos!

Precisamos construir um Movimento Estudantil de verdade, que conheça a sua realidade e lute por mudanças; que não seja conivente comas imposições da gestão administrativa da UFPB, que consiga construir e questionar de forma autônoma uma universidade e sociedade melhor. Construindo a cada dia, com paciência, respeito, solidariedade e muita luta o mundo que queremos!

Bem-vind@s, estudantes da UFPB!

Nas ruas, nas praças a luta não sumiu/

aqui está presente o Movimento Estudantil

Centros Acadêmicos: História, Letras, Geografia, Teatro, Serviço Social, Ciências Sociais; Coletivo de Psicologia Canto Geral, Comjunto; Estudantes de Biologia, Enfermagem, Engenharia Ambiental; Movimento Levante e ANEL.

CASS na luta contra a cobrança da taxa para aluno especial!

Estudantes de Serviço Social fiquem atentos!

Cobrança de taxa para Aluno Especial:

mais um reflexo da Mercantilização do Ensino Público

Estudantes de Serviço Social,

vocês estão sabendo dessa novidade?

Agora se você se interessar em dar continuidade aos seus estudos depois da graduação, querendo ser aluno especial no mestrado você tem que pagar uma taxa “simbólica” que hoje é de R$ 30,00 e que aumentará para R$ 70,00.

Porque sempre temos que pagar para estudar,

mesmo estando em uma universidade pública?

O acesso à universidade sempre foi bastante restrito para a maioria da população representada por pobres, negros e indígenas. Mas, mesmo superando as barreiras impostas para o acesso, para poder estudar e dar continuidade à formação, mais uma vez à estrutura nos impõe barreiras, uma delas é esta taxa para aluno especial. A universidade precisa criar incentivos para que os alunos dêem continuidade aos seus estudos e não criar barreiras.

O ensino público é uma mercadoria só tem acesso quem a pode pagar.

E sobre este valor? Para onde ele vai?

Foi-nos informado que ele será destinado para comprar cartuchos, folhas e outros recursos materiais. Mas já não há recurso para isso? Onde está a gratuidade do Ensino Público?

Mas vocês sabem de quem é a culpa?

“É dos próprios estudantes”. Foi-nos alegado de que estes sãos os culpados, pois se matriculam e não vem assistir as aulas ocupando as vagas de outros. Por isso que as pós tomaram essa decisão de cobrar esta taxa. Na verdade, em vez de se criar mecanismo para evitar a evasão é mais fácil penalizar os estudantes dessa forma.

Nós Estudantes não podemos aceitar isso. Se indignem, rebelem-se...

Diga não a cobrança de taxa para Aluno Especial!

8 de março

DISPENSO ESTA ROSA!

Dia 8 de março seria um dia como qualquer outro, não fosse pela rosa e os parabéns. Toda mulher sabe como é. Ao chegar ao trabalho e dar bom dia aos colegas, algum deles vai soltar: ”parabéns”.

Por alguns segundos, a gente tenta entender por que raios estamos recebendo parabéns se não é nosso aniversário (exceção, claro, à minoria que, de fato, faz aniversário neste dia). Depois de ficar com cara de bestas, num estalo a gente se lembra da data, dá um sorriso amarelo e responde “obrigada”, pensando: “mas por que eu deveria receber parabéns por ser mulher?”.

Mais tarde, chega um funcionário distribuindo rosas. Novamente, sorriso amarelo e obrigada. É assim todos os anos. Quando não é no trabalho, é em alguma loja. Quando não é numa loja, é no supermercado. Todos os anos, todo 8 de março: é sempre a maldita rosa.

Dizem que a rosa simboliza a “feminilidade” , a delicadeza. É a mesma metáfora que usam para coibir nossa sexualidade — da supervalorização da virgindade é que saiu o verbo “deflorar” (como se o homem, ao romper o hímen de uma mulher, arrancasse a flor do solo, tomando-a para si e condenando-a – afinal, depois de arrancada da terra, a flor está fadada à morte). É da metáfora da flor, portanto, que vem a idéia de que mulheres sexualmente ativas são “putas”, inferiores, menos respeitáveis.

A delicadeza da flor também é sua fraqueza. Qualquer movimento mais brusco lhe arranca as pétalas. Dizem o mesmo de nós: que somos o “sexo frágil” e que, por isso, devemos ser protegidas. Mas protegidas do quê? De quem? A julgar pelo número de estupros, precisamos de proteção contra os homens. Ah, mas os homens que estupram são psicopatas, dizem. São loucos. Não é com estes homens que nós namoramos e casamos, não é a eles que confiamos a tarefa de nos proteger. Mas, bem, segundo pesquisa Ibope/Instituto Patricia Galvão, 51% dos brasileiros dizem conhecer alguma mulher que é agredida por seu parceiro. No resto do mundo, em 40 a 70 por cento dos assassinatos de mulheres, o autor é o próprio marido ou companheiro.Este tipo de crime também aparece com frequência na mídia. No entanto, são tratados como crimes “passionais” – o que dá a errônea impressão de que homens e mulheres os cometem com a mesma frequência, já que a paixão é algo que acomete ambos os sexos. Tratam os homens autores destes crimes como “românticos” exagerados,príncipes encantados que foram longe demais. No entanto, são as mulheres as neuróticas nos filmes e novelas. São elas que “amam demais”, não os homens.

Mas a rosa também tem espinhos, o que a torna ainda mais simbólica dos mitos que o patriarcado atribuiu às mulheres. Somos ardilosas, traiçoeiras, manipuladoras, castradoras. Nós é que fomos nos meter com a serpente e tiramos o pobre Adão do paraíso (como se Eva lhe tivesse enfiado a maçã goela abaixo, como se ele não a tivesse comido de livre e espontânea vontade). Várias culturas têm a lenda da vagina dentata. Em Hollywood, as mulheres usam a “sedução” para prejudicar os homens e conseguir o que querem. Nos intervalos do canal Sony, os machos são de “respeito” e as mulheres têm “mentes perigosas”. A mensagem subliminar é: “cuidado, meninos, as mulheres são o capeta disfarçado”. E, foi com medo do capeta que a sociedade, ao longo dos séculos, prendeu as mulheres dentro de casa. Como se isso não fosse suficiente, limitaram seus movimentos com espartilhos, sapatos minúsculos (na China), saltos altos. Impediram-na que estudasse, que trabalhasse, que tivesse vida própria. Ela era uma propriedade do pai, depois do marido. Tinha sempre de estar sob a tutela de alguém, senão sua “mente perigosa” causaria coisas terríveis.

Mas dizem que a rosa serve para mostrar que, hoje, nos valorizam. Hoje, sim. Vivemos num mundo “pós-feminista” afinal. Todas essas discriminações acabaram! As mulheres votam e trabalham! Não há mais nada para conquistar! Será mesmo? Nos últimos anos, as diferenças salariais entre homens e mulheres (que seguem as mesmas profissões) têm crescido no Brasil, em vez de diminuir. Nos centros urbanos, onde a estrutura ocupacional é mais complexa, a disparidade tende a ser pior. Considerando que recebo menos para desempenhar o mesmo serviço, não parece irônico que o meu colega de trabalho me dê os parabéns por ser mulher?

Dizem que a rosa é um sinal de reconhecimento das nossas capacidades. Mas, no ranking de igualdade política do Fórum Econômico Mundial de 2008, o Brasil está em 10oº lugar entre 130 países. As mulheres têm 11% dos cargos ministeriais e 9% dos assentos no Congresso — onde, das 513 cadeiras, apenas 46 são ocupadas por elas. Do total de prefeitos eleitos no ano passado, apenas 9,08% são mulheres. E nós somos 52% da população.

A rosa também simboliza beleza. Ah, o sexo belo. Mas é só passar em frente a uma banca de revistas para descobrir que é exatamente o contrário. Você nunca está bonita o suficiente, bobinha. Não pode ser feliz enquanto não emagrecer. Não pode envelhecer. Não pode ter celulite (embora até bebês tenham furinhos na bunda). Você só terá valor quando for igual a uma modelo de 18 anos (as modelos têm 17 ou 18 anos até quando a propaganda é de creme rejuvenescedor…). Mas mesmo ela não é perfeita: tem de ser photoshopada. Sua pele é alterada a ponto de parecer de plástico: ela não tem espinhas nem estrias nem olheiras nem cicatrizes nem hematomas, nenhuma dessas coisas que a gente tem quando vive. Ela sorri, mas não tem linhas ao lado da boca. Faz cara de brava, mas sua testa não se franze. É magérrima (às vezes, anoréxica), mas não tem nenhum osso saltando. É a beleza impossível, mas você deve persegui-la mesmo assim, se quiser ser “feminina”. Porque, sim, feminilidade é isso: é “se cuidar”. Você não pode relaxar. Não pode se abandonar (em inglês, a expressão usada é exatamente esta: “let yourself go”). Usar uma porrada de cosméticos e fazer plásticas é a maneira (a única maneira, segundo os publicitários) de mostrar a si mesma e aos outros que você se ama. “Você se ama? Então corrija-se”. Por mais contraditória que pareça, é esta a mensagem.

Todo dia 8 de março, nos dão uma rosa como sinal de respeito. No entanto, a misoginia está em toda parte. Os anúncios e ensaios de moda glamurizam a violência contra a mulher. Nas propagandas de cerveja e programas humorísticos, as mulheres são bundas ambulantes, meros objetos sexuais. A pornografia mainstream (feita pela Hollywood pornô, uma indústria multibilionária) tem cada vez mais cenas de violência, estupro e simulação de atos sexuais feitos contra a vontade da mulher. Nos videogames, ganha pontos quem atropelar prostitutas.

Todo dia 8 de março, volto para casa e vejo um monte de mulheres com rosas vermelhas na mão, no metrô. É um sinal de cavalheirismo, dizem. Mas, no mesmo metrô, muitas mulheres são encoxadas todos os dias. Tanto que o Rio criou um vagão exclusivo para as mulheres, para que elas fujam de quem as assedia. Pois é, eles não punem os responsáveis. Acham difícil. Preferem isolar as vítimas. Enquanto não combatermos a idéia de que as mulheres que andam sozinhas por aí são “convidativas” , propriedade pública, isso nunca vai deixar de existir. Enquanto acharem que cantar uma mulher na rua é elogio , isso nunca vai deixar de existir. Atualmente, a propaganda da NET mostra um pinguim (?) dizendo “ê lá em casa” para uma enfermeira. Em outro comercial, o russo garoto-propaganda puxa três mulheres para perto de si, para que os telespectadores entendam que o “combo” da NET engloba três serviços. Aparentemente, temos de rir disso. Aparentemente, isso ajuda a vender TV por assinatura. Muito provavelmente, os publicitários criadores desta peça não sabem o que é andar pela rua sem ser interrompida por um completo desconhecido ameaçando “chupá-la todinha”.

Então, dá licença, mas eu dispenso esta rosa. Não preciso dela. Não a aceito. Não me sinto elogiada com ela. Não quero rosas. Eu quero igualdade de salários, mais representação política, mais respeito, menos violência e menos amarras. Eu quero, de fato, ser igual na sociedade. Eu quero, de fato, caminhar em direção a um mundo em que o feminismo não seja mais necessário.

…Enquanto isso não acontecer, meu querido, enfia esta rosa no dignissímo senhor seu ...

Fonte:http://marjorierodr igues.wordpress.com/2009/03/07/dispense-esta-rosa/


Ísis Conceição

Boas vindas!

Olá estudantes de Serviço Social!

Nós, que hoje compomos a nova gestão do Centro Acadêmico de Serviço Social (CASS-UFPB) “Minha Luta Não CeSSará”, desejamos boas vindas à todas(os) FERAS 2010 e que através do diálogo e da articulação com todas(os) as(os) estudantes possamos lutar por nossos direitos estudantis e pela defesa do nosso projeto ético-político que estima por uma sociedade sem desigualdades.

Vamos à luta, contamos com vocês!

Coordenação Geral:

Dayane Santiago – 5º período/tarde

Jéssica Vieira – 5º período/tarde

Coordenação de Formação Profissional:

Dandara Correia – 7º período/tarde

Lídia Libânia – 5º período/tarde

Coordenação de Finanças:

Aline Soares – 5º período/tarde

Andréa Mourinne – 7º período/tarde

Anna Renatta – 3º período/tarde

Susane Carlene – 4º período/noite

Coordenação de Cultura e Imprensa:

Shellen Galdino – 3º período/tarde

Yaslinny Torres – 3º período/tarde

Minha Luta Não CeSSará!